Patronos e Prémios

Prémio Bernardo Lima

  • Silvestre Bernardo Lima
O Prémio Bernardo Lima é atribuído anualmente aos alunos com melhores classificações em Biomatemática e Informática, Exognosia, Genética, Zootecnia e Melhoramento Animal e Economia.
Mais sobre Silvestre Bernardo Lima…
Silvestre Bernardo Lima, foi um dos mais distintos médicos – veterinários de todos os tempos, nascido em Alpiarça em 1824, jubilado em 1882 e falecido em Lisboa em 1893. Foi Inspetor – Geral da Pecuária, Deputado e Par do Reino. Frequentou cursos na Escola Politécnica e na Real Escola Veterinária Militar, na Rua do Salitre, em Lisboa, onde se diploma ficando habilitado para exercer as funções de “Médico – Cirúrgico – Veterinário”.

Em 1948 obteve, em concurso público, a regência da 4ª Cadeira – “Higiene, Matéria Médica e Farmácia”, à qual correspondia a graduação de capitão. Por esse tempo os Lentes de Veterinária lutavam para que se conseguisse um “Estabelecimento com vocação Médica e Agrícola”. Bernardo Lima foi um dos seus maiores dinamizadores. Assim foram surgindo: o “Instituto Agrícola”, o “Instituto Geral de Agricultura”, o “Instituto de Agronomia e Veterinária”. Bernardo Lima Ocupou a cátedra de “Zootecnia e Higiene” e exerceu o cargo durante 30 anos. Além disso foi diretor geral do Comércio e Industria, no Ministério das Obras Públicas, sócio da Academia Real das Ciências e da real Associação de Agricultura Portuguesa. Foi autor de numerosos estudos e propostas sobre o ensino agrícola. Os seus estudos das raças de animais domésticos em Portugal são clássicos e ocupam vários volumes. Os seus conhecimentos técnicos eram vastíssimos e isso permitiu-lhe ser não somente um grande professor mas também ser considerado como o primeiro zootecnista português do seu tempo. Em 28 de Abril de 1915 foi inaugurado um monumento à sua memória, no jardim da Escola Superior de Medicina Veterinária, na Rua de Gomes Freire. Em Setembro de 1993, no centenário do seu falecimento a sua memória foi enaltecida, com diversas cerimónias, na Escola, na Estação Zootécnica Nacional e na terra onde nasceu, pois “As Classes precisam de conhecer a história dos seus membros mais ilustres…”.

Prémio Ferreira Lapa

  • João Inácio Ferreira Lapa
O Prémio Ferreira Lapa é atribuído anualmente aos alunos com melhores classificações em Bioquímica, Microbiologia e Imunologia e Tecnologia dos Produtos Animais.
Mais sobre João Inácio Ferreira Lapa…
João Inácio Ferreira Lapa, nasceu em Ferreira de Aves (Satão), no ano de 1923 e faleceu em Lisboa em 4 de agosto de 1893. Filho de uma família muito humilde a sua educação fez-se na Casa Pia de Lisboa. Revelando- se dotado uma inteligência brilhante, em 1838, foi incluído num grupo de 6 casapianos que, por ordem do governo transitaram para a Real Escola Veterinária Militar, que por esse tempo registava uma grande escassez de alunos.

Tinha 14 anos de idade e foi aluno laureado dessa Escola onde obteve a carta de Medico-Cyrurgico-Veterinário.
Ainda estudante foi nomeado auxiliar do ensino da Cadeira de Anatomia e Fisiologia Veterinária Comparada, vindo a ser nomeado mais tarde Professor Provisório da mesma. Ferreira Lapa, juntamente com outros lentes, discordava da orientação exclusiva de formação de veterinários militares e, juntamente com Silvestre Bernardo Lima, conseguiu a institucionalização do Ensino Agrícola em Portugal num Instituto Agrícola, em 1852. O Ensino Veterinário reformava-se. Ferreira Lapa foi nomeado lente da 8ª Cadeira: “Noções de Física, Química e Meteorologia aplicadas à Agricultura e à Medicina Veterinária”. Ferreira Lapa dedicaria o resto da sua vida ao “Ensino Agrícola” desvinculando-se da sua antiga profissão mas prestando um valiosíssimo contributo para a institucionalização da Agronomia no País. Foi mestre ilustre de Veterinários e de Agrónomos e considerado o fundador da Ciência Agronómica em Portugal. Deixou uma bibliografia extensíssima, dedicando especial atenção às industrias agrícolas. Regeu as cadeiras de “Química Agrícola” e “Tecnologia Rural”. Foi Diretor do Instituto Geral de Agricultura e do Instituto de Agronomia e Veterinária que ajudara a criar. Possuía altas condecorações. Foi sócio correspondente e efetivo de numerosas Sociedades Científicas nacionais e Estrangeiras e da Real Academia das Ciências de Lisboa. Foi nomeado Membro do Conselho de Sua Majestade e Par do Reino.

Prémio Inácio Ribeiro

  • Inácio Ribeiro
O Prémio Inácio Ribeiro é atribuído anualmente aos alunos com melhores classificações em Anatomia I e II, Histologia, Patologia Geral e Anatomia Patológica.
Mais sobre Inácio Ribeiro…
Quando o Instituto Geral de Agricultura foi criado em 1864, Louis Pasteur lançava as bases dos seus trabalhos que contrariavam as teses então dominantes da geração espontânea e entre 1870 e 1886 esclareceu a etiologia microbiana de várias doenças contagiosas do homem e dos animais, culminando em 1885 com a descoberta da vacina anti-rábica. Tal como em França, também em Portugal a Classe Veterinária aderiu, sem reservas à “Teoria Microbiana” de Pasteur. Em 1882 a Secção de Veterinária do referido Instituto foi aumentada com a Cadeira de “Epizootias, Polícia Sanitária, Direito Veterinário e Medicina Legal Veterinária”.

Joaquim Inácio Ribeiro, que se diplomara em 1862, como Veterinário-Lavrador, escreveu uma dissertação intitulada “O Parasitismo nas Afeções Contagiosas” e habilitou – se ao concurso aberto para a nova disciplina. Assim nasceu a Bacteriologia em Portugal. No Pavilhão de Química do Instituto foi cedida uma exígua dependência onde se iniciaram os estudos práticos de Bacteriologia que rapidamente ficou saturada e obrigou à criação, em 1886, de um espaço maior para o Primeiro Laboratório de Bacteriologia no nosso País. O Laboratório de Bacteriologia representou uma importante viragem nos campos da Patologia e da Higiene Animal, da Saúde Pública e da Tecnologia das Industrias Alimentares. Nele se praticou a investigação, o ensino, a análise bacteriológica, a preparação de vacinas contra o carbúnculo interno, a salmonelose, a pasteurelose, a raiva…durante 10 anos, até à criação do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana. Inácio Ribeiro foi, portanto, um dos pioneiros da Bacteriologia em Portugal. O seu Laboratório de Bacteriologia levou à formação de toda uma plêiade de médicos- veterinários que se distinguiram pelos seus trabalhos experimentais e de investigação nas áreas da Bacteriologia, da Imunologia, da Virologia. Vitima de incompreensões Inácio Ribeiro foi desapossado da sua Cadeira e terminou a sua carreira académica como lente de Anatomia Descritiva, até à sua jubilação em 1913, distinguido com homenagens da classe médico veterinária e pela amizade dos seus alunos que carinhosamente o chamavam de “Pai Inácio.”

Prémio Ildefonso Borges

  • Ildefonso Borges
O Prémio Ildefonso Borges é atribuído anualmente aos alunos com melhores classificações em Parasitologia e Patologia das Doenças Parasitárias.
Mais sobre Ildefonso Borges…
Ildefonso Borges nasceu em Santa Cruz da Graciosa – Açores, em 14 de Outubro de 1864 e morreu em Lisboa, em 1940. Aluno distinto do antigo Instituto de Agronomia e Veterinária, foi auxiliar do ensino prático de Zoologia e Chefe de Serviços. Possuía os dois cursos de Agronomia e Veterinária. Foi fiscal sanitário da Câmara Municipal de Lisboa, médico-veterinário da Direção Geral dos Serviços Agrícolas, intendente de Pecuária de Angra do Heroísmo e Diretor Interino da Estação Zootécnica Nacional. Em 1909, foi nomeado, mediante concurso de provas públicas, Assistente do Real Instituto Bacteriológico Câmara Pestana. Foi um Parasitologista de renome nacional e internacional que classificou os primeiros tripanossomas dos animais, recolhidos em Angola. Juntamente com Aníbal Bettencourt e Carlos França foi o criador, em 1903, do novo género “Theileria”, em homenagem ao grande investigador Sul-Africano Sir Arnold Theiler. O Conselho Escolar da Escola Superior de Medicina Veterinária, nomeou–o, com dispensa de quaisquer outras formalidades, Professor Catedrático das cadeiras de Parasitologia e Patologia Exótica, cargo que desempenhou até 1936, quando foi atingido pelo limite de idade. Autor de vasta bibliografia, dispersa por várias publicações periódicas.

Prémio José Maria Teixeira

  • José Maria Teixeira
O Prémio José Maria Teixeira é atribuído anualmente aos alunos com melhores classificações em Semiologia Médica e Cirúrgica, Patologia Médica, Patologia Cirúrgica e Patologia das Doenças Infeciosas.
Mais sobre José Maria Teixeira…
José Maria Teixeira nasceu em 6 de agosto de 1824 e morreu em Lisboa em 28 de novembro de 1883. Foi aluno da Casa Pia de Lisboa e da Real Escola Veterinária, na Rua do Salitre, na qual obteve a licenciatura com o título de Facultativo Militar, em 1847. Foi veterinário militar, mas cedo passou a colaborar no ensino, como Professor Substituto. Aderiu às ideias de reforma da Escola Militar, defendidas por Bernardo Lima e Ferreira Lapa, seus contemporâneos, que defendiam a Instituição do Ensino Agrário em Portugal o que conseguiram pela criação do Instituto Agrícola com integração da Escola Veterinária e sua transferência para a Quinta da Cruz do Tabuado. Foi patologista e clínico eminente, praticamente autodidata, “…fundando e fazendo assentar, em bases modernas, para a época, o ensino e a prática da patologia e da clínica veterinárias, ensinando, exercendo, divulgando…”. Juntamente com Ferreira Lapa, defendeu o exercício da veterinária civil, que não existia e, por extensão, a medicina dos gados, com um veterinário em cada Município e sede de Distrito. Foi o fundador, organizador e primeiro Diretor do Hospital Escolar Veterinário, em 1 de outubro de 1859.Após a transformação, em 1864, do Instituto Agrícola em Instituto Geral de Agricultura, com as Secções de Agronomia e de Veterinária (sob a direção de Ferreira Lapa), passou a lente da 8ª Cadeira- Patologia e Clínica Médica / Direito Veterinário. Deixou escrito um espólio valiosíssimo divulgador dos conceitos científicos da época e resultantes dos seus estudos e observações.

Prémio Nunes Petisca

  • Nunes Petisca
O Prémio Nunes Petisca é atribuído anualmente aos melhores alunos na disciplina de Anatomia Patológica.
Mais sobre Nunes Petisca…
José Lino Nunes Petisca nasceu na Vila da Chamusca a 10 de maio de 1922 e morreu em Lisboa a 3 de dezembro de 1996. Era licenciado e doutorado em Ciências Médico- Veterinárias. Foi um distinto Patologista fundador de uma autêntica Escola Portuguesa de Anatomo–Histopatologia Veterinária. Cedo encontrou a sua vocação, quando frequentou as disciplinas de Histologia e Anatomia Patológica da E.S.M.V. Isso permitiu-lhe ocupar, logo em 1947, mediante concurso de provas públicas, a Chefia do Serviço de Anatomo e Histopatologia, do então Laboratório Central de Patologia Veterinária, que se encontrava vago depois de vários anos. Nunes Petisca completou a sua especialização nas Escolas de Veterinária de Bolonha e de Alfort, onde trabalhou sob a direção dos Profs. Montroni e Drieux os quais foram entusiásticos nos encómios à sua inteligência e competência, mas igualmente à sua cordialidade e qualidades morais. De regresso a Portugal foi promovido a estagiário de 1ª classe e a Chefe de Serviço do Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, cargo em que se manteve até que a doença o venceu, obrigando-o à aposentação. Durante vários anos letivos foi Assistente Voluntário do 2º Grupo de Disciplinas (Histologia e Anatomia Patológica) da E.S.M.V. e também do Serviço de Patologia e Cirurgia Experimentais do Instituto Português de Oncologia. Em 1965 os Serviços Veterinários do então Ultramar Português foram reformados e Nunes Petisca foi chamado para ser o 1º Diretor do Instituto de Investigação Veterinária de Moçambique, impondo- se rapidamente pela sua capacidade organizativa e colaboração com a Direção dos Serviços Veterinários. Em Moçambique fundou e dirigiu a revista “Veterinária Moçambicana”, foi o responsável pela publicação do 1º “Regulamento de Inspeção de Carnes e de Animais de Talho” e Professor Convidado da Faculdade de Veterinária de Lourenço Marques, regendo as disciplinas de “Anatomia Patológica” e “Patologia e Clínica Médicas”. A atividade científica de Nunes Petisca foi muito intensa, antes e depois do seu Doutoramento. Além das ações de diagnóstico e combate às afeções das espécies pecuárias devem destacar- se os seus estudos sobre a Peripneumonia Exsudativa Contagiosa dos Bovinos onde foi pioneiro ao estudar a sua histopatologia), a Pneumonia Enzoótica dos Suínos, a Leucose Bovina, as Pestes Suínas (clássica e africana). Nunes Petisca gostava de ensinar. Era de fácil abordagem e tornava-se facilmente querido dos seus alunos que o respeitavam e admiravam. Após a independência de Moçambique, retomou as suas funções no Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, mas a sua lembrança permaneceu viva nos seus antigos alunos que o procuravam em Lisboa e eram recebidos com a mesma cordialidade e encontrando nele disponibilidade e interesse para a resolução dos problemas que os preocupavam. A Universidade Técnica de Lisboa distinguiu-o com o título de “Conselheiro da Universidade” e a Ordem dos Médicos-Veterinários agraciou-o com o título de “Membro Honorário”. Foi autor de mais de duzentas publicações dispersas por numerosas Revistas Científicas Nacionais e Estrangeiras.
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