Nota Histórica

Fundação da Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias*

* Palestra proferida na sessão inaugural do congresso comemorativo dos 100 anos da Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias pelo Professor Doutor Fernando Bernardo.

Como todos as organizações que se criam, também a Sociedade Portuguesa de Medicina Veterinária teve os seus antecedentes: teve um passado, instituiu-se, tem um presente e tudo indica que terá um brilhante futuro, pelo menos a avaliar pelo enorme sucesso deste Congresso do Centenário. Se os fundadores pudessem vislumbrar agora a extensão e a qualidade das realizações científicas dos veterinários atuais, rejubilariam de contentamento por certo, porque a produção científica que hoje aqui vamos começar a apreciar traduz singularmente as motivações que inspiraram os pioneiros e pelas quais se dispuseram a fundar a primeira Sociedade Científica do mundo agrário português. Neste Congresso eles sentir-se-iam certamente compensados e que terá valido a pena.

Comecemos pelos antecedentes. Corria o ano de 1894 quando «um grupo bastante numeroso de Veterinários, se consagrou a levar por diante uma agremiação […] para bem cuidarem dos seus interesses morais e materiais (3). Tudo se iniciou a 8 de Março. Um grupo de docentes do Instituto de Agronomia e Veterinária, reuniu-se com um grupo de veterinários de Lisboa e redigiu uma circular que endereçaram a todos os veterinários portugueses na semana seguinte. Nessa carta podiam ler-se as seguintes passagens: «…dirigimos um apelo a todos os colegas espalhados pelo País, afim de levar a cabo a realização de um alto pensamento que proposto em diferentes épocas […] foi considerado como um ideal inatingível […] mas que hoje inadiavelmente se impõe, em nome do progresso da ciência […] dos interesses e dignidade da família veterinária portuguesa, tão laboriosa e útil, mas tão retraída e votada ao ingrato esquecimento…».

Referindo-se ao inestimáveis contributos dos Médicos Veterinários para o desenvolvimento da pecuária escreviam: «Portugal pode ufanar-se de possuir hoje uma legislação completa e harmoniosa em matéria de serviços pecuários, como a não tem a Inglaterra, a Espanha, a Itália e nem mesmo a França, […] os nossos gados foram objeto de importantes investigações […] em tudo isto foi grande e profícua a colaboração dos Médicos Veterinários Portugueses…» e a carta citava exemplos comprovativos e brilhantes: o recenseamento geral dos gados de 1870, a lei dos vícios redibitórios de 1886, […] os regulamentos de saúde pecuária e dos serviços zootécnicos de 1889″.

Constatavam os signatários que «…apesar dessa larga folha de serviços que assinalam a importância social da nossa classe, há 64 anos que ansiamos por constituir uma associação onde, de viva voz ou por meio da escrita, possamos apresentar em comum as dúvidas que se levantam no nosso labor quotidiano, […] há 64 anos que, apenas no vago da possibilidade, nos sorri a ideia da posse de um jornal onde se afirme a vitalidade e o saber desta classe quase ignorada […] mas que, uma vez unida, há-de erguer-se no conceito público, haurida na Ciência […] e alcançar o lugar a que tem incontestável direito na Sociedade moderna…».

A carta terminava solicitando a todos os veterinários uma resposta imediata para «…sem demora, se organizar a lista dos sócios e proceder à elaboração dos estatutos e à fundação do jornal…», entenda-se a futura Revista de Medicina Veterinária. Assinavam a carta nove veterinários: José Maria do Santos, António Brito da Trindade, Paulino de Oliveira, Salvador Gamito de Oliveira, João Ferreira da Silva, José Maria Alves Torgo, Manuel Diogo da Silva, João Sabino de Sousa, João V. Paula Nogueira. Cinco dos signatários eram docentes dos Instituto de Agronomia e Veterinária, na época tutelado pelo Ministério do Fomento, aliás, como todas as atividades agrárias e pecuárias.

A resposta dos colegas traduziu o grande êxito da iniciativa; tudo correu bem durante a elaboração dos Estatutos e constitui-se a associação, faltando apenas a respetiva legalização. No entanto, um episódio, um tanto frívolo, viria precipitar os acontecimentos a refrear o entusiasmo inicial, forçando ao adiamento do funcionamento pleno da agremiação por mais 8 anos. O episódio conta-se em poucas palavras. Um dos jovens fundadores, um professor voluntarioso e muito dinâmico, Sabino de Sousa, entusiasmado com os evidentes benefícios que a criação da Sociedade Científica poderia trazer para o desenvolvimento nacional, apresentou ao Diretor Geral de Agricultura (Conselheiro Elvino de Brito) «…uma missiva, na qual lhe são enviados os cumprimentos da Sociedade nascente».

O momento sociopolítico que se vivia no país era pouco propício a iniciativas associativistas, sobretudo quando tomadas por Republicanos convictos e militantes, como eram os proponentes. No País reinava uma atmosfera taciturna, como consequência do ultimato Inglês de 1891, por causa do “Mapa Cor de rosa”. A revolta republicana do “31 de Janeiro” no Porto tinha feito incendiar as mais revoltadas paixões republicanas. As autoridades administrativas públicas nutriam profundas desconfianças contra os Republicanos, sendo que este tipo de iniciativas, que conduziam ao progresso e sobretudo as que provinham de associações ilegais, fundadas por republicanas, eram vistas pelo poder como uma ameaça, pelo que o diligente Conselheiro, chefe burocrático da classe, mandou suspender todas as atividades da agremiação. Sabino de Sousa viria a mostrar-se desgostoso com o processo durante largos anos, anos que também ajudaram a «amortecer a irritação».

As razões que moveram o conselheiro Elvino de Brito tinham diversos antecedentes que entroncam diretamente nas razões profundas que inspiraram os termos da carta de angariação de sócios enviada a todos os veterinários, onde especificamente se lia «a criação […] que hoje inadiavelmente se impõe, em nome do progresso da ciência […] dos interesses e dignidade da família veterinária portuguesa, tão laboriosa e útil, mas tão retraída e votada a um ingrato esquecimento […] esta classe quase ignorada…»
O que se pretenderia significar com esta adjetivação?… quais os factos que justificavam o uso das expressões «…tão retraída e votada a um ingrato esquecimento […] quase ignorada»? – Quais seriam as razões que levavam os signatários a sentir que os veterinários eram ingratamente esquecidos? e por quem? É mais uma vez Miranda do Vale que nos esclarece.

A raiz profunda deste mal-estar estava instalada no Palácio da Cruz do Tabuado, entenda-se no Instituto de Agronomia e Veterinária, e estendia-se às Intendências de Pecuária por diversos pontos do país. O número de estudantes de veterinária era incomensuravelmente inferior ao dos agrónomos e silvicultores. Não se formavam mais de dois ou três veterinários por ano desde a década de 1870. Os Professores de Medicina Veterinária tinham granjeado um enorme prestígio na comunidade científica e académica, e isso inspirava alguns sentimentos menos nobres nos dirigentes monárquicos do Instituto e da Direção Geral de Agricultura. Isso tê-los-á levado a praticar algumas das injustiças gritantes de que a carta se lamentava. O prestígio exterior era outorgado sobretudo pelas Escolas Médicas e pela Escola Politécnica.

A figura central da controvérsia era Joaquim Inácio Ribeiro que em 1882 havia criado o primeiro Laboratório Português de Bacteriologia, no Instituto (Cruz do Tabuado), provisoriamente instalado no Laboratório de Química. Em 1886, como corolário do consulado de Ferreira Lapa, seria instalado autonomamente. Nesse laboratório realizaram-se trabalhos notáveis para a época. Os conceitos Pasteurianos foram introduzidos com grande vanguardismo na formação veterinária, …sendo o espírito científico dele decorrente rapidamente assimilado. Os veterinários que usufruíram das condições laboratoriais, formados entre 1870 e 1900, ficariam conhecidos como a “geração de ouro” (é Miranda do vale que assim os designa).

No Laboratório de Bacteriologia entre 1886 e 1891 prepararam-se as primeiras vacinas contra o carbúnculo (antraz), produziu-se e testou-se a tuberculina, tentou-se produzir maleína, produziram vacinas contra o mal rubro, diagnosticou-se a raiva, estudou-se actinomicose, diagnosticou-se triquinelose, ensaiaram-se soroterapias e hiperimunizações, muito em voga na época. Por exemplo, alguns membros da “geração de ouro” estavam convictos que conseguiriam curar a febre aftosa com soroterapia. Contrastou-se a pureza de vacinas.

Para além do trabalho no Laboratório de Bacteriologia, a maior parte dos docentes e dos estudantes de veterinária, tinham o privilégio de usufruir dos recursos do Matadouro da Câmara Municipal de Lisboa (Picoas). Os lentes do curso de veterinária repartiam as suas atividades pelo ensino, pelas atividades técnicas de apoio à Direção Geral de Agricultura, e ao Matadouro de Lisboa, que funcionava a uns escassos 50 metros do Palácio da Cruz do Tabuado. Quase todos os membros da “Geração de ouro” iniciaram as suas carreiras fazendo Inspeção Sanitária nessa Matadouro. Esta relação permitia aos lentes de Veterinária tirarem o pulso ao estatuto sanitário dos efetivos pecuários nacionais e realizarem muita investigação aplicada. Nesse espaço, fora da alçada do Instituto de Agronomia e Veterinária, diagnosticaram-se os primeiros casos de triquinelose (José Anastácio Monteiro -1881), estudaram-se carnes tuberculosas (Sabino de Sousa), daurina, carbúnculo hemático (antraz), febre aftosa, difteria, mal rubro, cisticercose; trabalhos rigorosos, cientificamente fundados. A questão da epizootia de febre aftosa que assolava o país era a maior preocupação dos lentes do Instituto. Mas todas as suas tentativas de intervenção para o controlo da Virose esbarravam com a indiferença das autoridades administrativas.

O espírito científico e as competências que se desenvolveram eram extremamente avançadas para a época e é por isso que Miranda do Vale, designa os veterinários formados entre 1870 e 1900, a “geração de ouro”; entre eles destacamos, pedindo desculpa por alguma omissão involuntária: Joaquim Inácio Ribeiro, José Antunes Pinto, Miguel Augusto Reis Martins, José Anastácio Monteiro, João V. Paula Nogueira, José Maria Alves Torgo, António Roque da Silveira, Ildefonso Borges, Manuel Diogo da Silva, João Francisco Tierno, João Ferreira da Silva, João Sabino de Sousa, José Miranda do Vale, António de Ávila Horta, António Águeda Ferreira.

Os médicos não economizavam nas palavras para enaltecer a obra do lente Joaquim Inácio Ribeiro, cuja escola de bacteriologia antecedeu em uma década a de Medicina, o Instituto Câmara Pestana. Esta instituição, viria aliás a prestar um auxílio decisivo à sobrevivência da Sociedade de Medicina Veterinária nos primeiros anos da sua existência abrindo as portas para reuniões da Direção e para concorridas sessões científicas.

Sousa Martins, o conhecido lente da Escola Médica de Lisboa, comentava a prestação científica dos veterinários num congresso Nacional de Medicina em Coimbra, a propósito de comunicações científicas sobre tuberculose, carbúnculo e triquinelose, …nos seguintes termos «…ninguém lhes perguntou de onde vinham, para só lhes perguntarem o que traziam. À primeira questão teriam respondido: Do estudo; à segunda responderam: Sabedoria. Sabedoria positiva, não fantástica. Da que se firma em factos bem apurados; não da que tenha por alicerce único sonhos ou delírios. Já entre nós era condignamente apreciada essa plêiade de valiosos homens de ciência, que sem favor, ombrearam com os mais valiosos da classe médica propriamente dita. A verdade porém, é que os seus créditos científicos se afirmaram de vez […] não porque se revelassem maiores do que eram, mas porque só aí o país os pôde ver a toda a luz da publicidade» (2).

Depois de Ferreira Lapa se ter reformado (1886), os veterinários tinham perdido a pouca influência de que ainda dispunham… “A geração de ouro”, fervorosamente republicana, não era devidamente apreciada e considerada pela tutela monárquica do Instituto de Agronomia e Veterinária. Os Veterinários do Instituto de Agronomia e Veterinária, estavam agora convictos de que a autonomia era a única alternativa possível para a sua sobrevivência, a autonomia tornava-se absolutamente indispensável.

Uma série de injustiças tinham agravado ainda mais essa relação em 1891, o ano do ultimato Inglês e das revoltas republicanas: o currículo do curso de veterinária foi amputado de três disciplina (epizootias); o laboratório de bacteriologia foi desanexado e passou para a alçada da Direção Geral de Agricultura; Inácio Ribeiro foi desapossado da sua cadeira de “Epizootias e Policia Sanitária” (retoma em 1897); o hospital Veterinário é desanexado.

Entre 1894 e 1902 a sobrevivência foi difícil, compensada certamente pela imersão no trabalho de pesquisa, na caracterização do estatuto sanitário do efetivo pecuário nacional. Ocupando os dias com trabalho meticuloso, registando, investigando, debatendo os casos clínicos entre os pares e mostrando-os aos estudantes. Os indicadores da expansão da epizootia de febre aftosa eram alarmantes. A ideia era ir preparando as soluções para os problemas sanitários da pecuária nacional, ansiando convictamente que a hora de as poder por em prática chegaria em breve.

Finalmente, chegou o dia em que os membros da “geração de ouro” se reuniram, a 20 de janeiro de 1902, numa sala da Assembleia Lusitana, no Rés do Chão do nº 20 da Rua Passos Manuel. Aí aprovaram de novo o estatuto redigido em 1894. Os 33 veterinários presentes exortaram de entusiasmo, distribuíram entre eles diversas tarefas e rapidamente agendaram uma nova reunião para o dia 25. A questão da sede, a organização e publicação da Revista, a revisão dos Estatutos, o problema do surto de febre aftosa; os regulamentos de Inspeção de Carnes; da higiene dos leites, a reforma e autonomia do ensino veterinário, fizeram fervilhar de trabalho os primeiros anos de existência da Sociedade. Paula Nogueira assumiu um papel fulcral na edição da Revista e na organização das sessões científica preparatórias das edições.

Oficialmente a Sociedade Portuguesa de Medicina Veterinária viria a ser constituída por alvará do Governador Civil de Lisboa, de 10 de Outubro de 1902 (Faz hoje precisamente cem anos). O objeto da sua atividade é «…essencialmente científico» «…propondo-se estudar quaisquer assuntos próprios das ciências veterinárias, sob o ponto de vista especulativo e prático, compreendendo nesta designação tudo quanto respeita à medicina, à higiene dos animais domésticos, à zootecnia, e às questões da higiene pública […] publicar uma Revista que […] dê conta dos trabalhos associativos e acompanhe o progresso […] das ciências biológicas».

Durante os primeiros anos de agitada existência, a Sociedade entregou-se freneticamente ao trabalho, num contexto político extremamente desfavorável, mas estando os membros da sociedade convictos de que as suas produções científicas e os seus saberes seriam em breve postos ao serviço da pátria. Nos primeiros anos do século XX, os ideais republicanos eram considerados quase criminosos, o parlamento foi dissolvido, João Franco instituiu a ditadura. Todas as tentativas de intervenção da Sociedade de Medicina Veterinária esbarravam com a indiferença das autoridades administrativas.

Miranda do Vale descreveu o sentimento da classe veterinária no período que antecedeu a implantação da República, numa carta enviada ao Ministro da Agricultura do primeiro governo provisório republicano, onde denuncia as arbitrariedades a que os Agrónomos Monárquicos, sujeitaram os Veterinários Republicanos.

«…No longo consulado do erudito agrónomo Sr. Alfredo Carlos Le Cocq (Diretor Geral de Agricultura que tutelava o Instituto) nenhum, absolutamente nenhum facto se pode apontar pelo qual a classe veterinária deva ou possa nutrir o mais leve sentimento de gratidão […] Com mágoa, mas com verdade o digo, reconhecendo os primores de caracter do Sr. Le Cocq, em quem os veterinários portugueses viam no trato particular a mais impecável correção […] mas encontravam no funcionário superior uma, ora surda, ora aberta hostilidade, que nada, absolutamente nada, justificava aos olhos da razão e da justiça» (3).

«…Sob o longo consolado do Sr. Le Cocq, a Medicina Veterinária Portuguesa não pôde jamais expandir-se, por lhe recusarem todo o incremento, desde as criadoras fontes de ensino até ao vasto campo de trabalho da Direção Geral de Agricultura».

Ao longo de toda a sua história a Sociedade publicou ininterruptamente o tal “Jornal” de cariz científico a que os fundadores se tinham proposto, mesmo durante as duas Grandes Guerras Mundiais. Antes da criação do Sindicato e da Ordem, a Sociedade também desempenhava funções de caris socioprofissional.

A Revista, para além dos artigos científicos, dava nota de reuniões, oferecia sinopses de livros técnicos e didáticos, e relatava alguns acontecimentos da vida Social e Profissional dos Médicos Veterinários. Por permuta e ou com ofertas, o espólio bibliográfico da Sociedade acumulou um acervo notável.

Em 1952 comemorou-se o cinquentenário, com uma cerimónia na ESMV. Por despacho ministerial de 20 de Setembro de 1952, a SPMV deu origem à SPCV, cujos estatutos haviam sido aprovados em Assembleia Geral a 16 de Julho de 1951.

Também no septuagésimo quinto aniversário da Sociedade, se realizou uma luzida cerimónia no Salão Nobre da ESMV, presidida pelo Ministro da Educação da época, em representação do Presidente da República, sendo atribuída a insígnia de Membro Honorífico da Ordem de Santiago de Espada, pelos relevantes trabalhos desenvolvidos em prol da Ciência e da Cultura. Os CTT, emitiram um selo alusivo à efeméride.

O problema da sede, que tanta controvérsia gerou na altura da fundação, iria perpassar praticamente toda a história da Sociedade, só tendo sido resolvido três anos antes do centenário, com a transferência para a casa, que herdou por força do seu nascimento. A verdade é que também foram “os pais” da Sociedade, os membros da “geração de ouro”, que conceberam projetaram e coordenaram a construção do edifício onde a Sociedade reside hoje, com a dignidade que merece.

Ao longo do seu primeiro Século, a Sociedade teve 29 presidentes de Direção, apoiados por equipas de gestão relativamente extensas. Dedicaram-se laboriosamente à Sociedade com a maior abnegação, sem nunca pedirem nada em troca, contribuíram generosamente com os seu esforço e às vezes até com pecúlios extra, para honrar aqueles compromissos financeiros inadiáveis, que o cofre, geralmente exaurido, nem sempre podia satisfazer. Olhando para os seus nomes reconhecemos imediatamente muitas das figuras maiores da profissão veterinária em Portugal.

Bibliografia
  1. Braz, M.B. 1996. A Medicina Veterinária portuguesa: um Século de notabilidades, licenciaturas de 1830 a 1930. Ed. Ordem Médicos Veterinários, Lisboa, Portugal, pp-365
  2. Braz, M.B. 1977, Competência e Valorização Profissional. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias, LXXII (Outubro/ Dezembro), 217-233.
  3. Miranda do Vale, J. 1952. História da Sociedade Portuguesa de Medicina Veterinária. Revista Portuguesa de Medicina Veterinária. XLVII (342-343), 215-441.
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